Especialistas pedem mais investimento público no tratamento do autismo
Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.
A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.
Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo.
A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.
Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.
- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga que Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.
Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.
- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.
Incompetência
A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.
O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.
Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.
- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.
Projeto
As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.
O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.
Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.
Iara Farias Borges / Agência Senado
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Vereador de Florianópolis propõe Semana Municipal do Autismo
O vereador Márcio Pereira de Souza (PT de Florianópolis)apresentou projeto de lei instituindo a Semana Municipal do Autismo, a qual deve ser comemorada na primeira semana do mês de abril, em consonância com o Dia Mundial do Autista, dia 2 de abril.
O PL propõe a realização de seminários, palestras, divulgação de informações em espaços públicos e particulares, para um melhor conhecimento e compreensão sobre o autismo.
Infelizmente, o autismo é pouco conhecido e pouco compreendido dentro da nossa sociedade e a criação da Semana objetiva dar visibilidade à questão.
O PL propõe a realização de seminários, palestras, divulgação de informações em espaços públicos e particulares, para um melhor conhecimento e compreensão sobre o autismo.
Infelizmente, o autismo é pouco conhecido e pouco compreendido dentro da nossa sociedade e a criação da Semana objetiva dar visibilidade à questão.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Desligados do mundo DIFICULDADE DE COMUNICAÇÃO DOS AUTISTAS E MITOS SOBRE A DOENÇA SÃO OS MAIORES OBSTÁCULOS PARA A SOCIALIZAÇÃO
Veja a boa reportagem feita pelo jornalismo impresso da RBS e publicada no Jornal de SC esta semana:
"Desligados do mundo
DIFICULDADE DE COMUNICAÇÃO DOS AUTISTAS E MITOS SOBRE A DOENÇA SÃO OS MAIORES OBSTÁCULOS PARA A SOCIALIZAÇÃO
veja A MATÉRIA NO LINK :
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1161,2703651,13440
"Desligados do mundo
DIFICULDADE DE COMUNICAÇÃO DOS AUTISTAS E MITOS SOBRE A DOENÇA SÃO OS MAIORES OBSTÁCULOS PARA A SOCIALIZAÇÃO
veja A MATÉRIA NO LINK :
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1161,2703651,13440
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Clínica Interdisciplinar em Florianópolis
Florianópolis tem mais um espaço de apoio ao autismo e outras deficiências: é a Clínica Interdisciplinar de Neurologia : NEUROVITAL, que fica no bairro Santa Mônica e conta com uma boa equipe interdisciplinar e um grupo de apoio a pais.
Veja mais informações no site:
http://www.neurovital.com.br
contato:Fone (48) 3334-0500
Rua Deputado Protógenes Vieira, 35 - Santa Mônica - Florianópolis - SC
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Rua Deputado Protógenes Vieira, 35 - Santa Mônica - Florianópolis - SC
Autismo : Melhorando a interação social
Os sons do teclado, piano, cavaquinho, bateria e violão estão permitindo que crianças e adolescentes que precisam de atenção especial consigam melhorar a sua interação social, a comunicação e utilizar a imaginação.
Quem afirma é o professor de Música e de Educação Física, Reginaldo Cruz, que há oito anos trabalha com o projeto Musicoterapia, envolvendo 23 pessoas entre crianças e adolescentes portadores da síndrome de Down e do Autismo. Em Belém, é a primeira vez que um trabalho desse tipo acontece envolvendo esse público.
Conciliada à outras atividades que estimulam o desenvolvimento psicossocial, autistas, portadores da síndrome de Down, Asperger (síndrome conciliada ao autismo) e X-Frágil (distúrbio mental genético), ele explica que os portadores dessas doenças começam a ter equilíbrio emocional e desenvolver melhor a sua coordenação motora.
O professor Reginaldo fala com experiência, considerando a evolução de seu filho mais novo, Reginaldo Júnior, de 11 anos, que é autista. “Mas o benefício principal é a melhoria do convívio social dos meus alunos”, diz ele orgulhoso.
A criação do projeto, comenta ele, aconteceu partindo da necessidade de querer entender o mundo do seu filho. “O Júnior nasceu com um tipo de Autismo considerado grave, que em alguns momento passa a ser violento. Mas com a musicoterapia hoje ele tem equilíbrio emocional e consegue estar em grupo tranqüilamente”, revela.
É preciso identificar estilos que agradam alunos
O projeto funciona com aulas de música em grupo ou individual, mas até iniciar o curso é necessário passar por algumas etapas: levantamento histórico familiar da criança ou do adolescente; avaliação musical, procurando identificar estilos musicais que mais agradam o aluno; e Identificação Sonora (ISO), para descobrir qual o som de instrumento que agrada mais o aluno especial.
Reginaldo explica que num primeiro momento as aulas de música acontecem individualmente e, conforme o desempenho dos alunos, o trabalho é feito em grupo. A idéia, adianta ele, é criar um grupo musical com os alunos do curso.
Como são crianças e adolescentes que necessitam de atenção especial, o professor de música ressalta que é fundamental a participação da família dos alunos. Não só para servir de incentivo, mas também porque é a mãe ou o pai que determinam o horário das aulas, conciliando a outras atividades que os meninos ou meninas devem fazer.
“É muito importante a criança ou o adolescente com necessidade especial fazerem outras atividades, para estimular o convívio social, sejam acompanhamentos de fonoaudiólogo e psicólogo, sejam atividades esportivas e escolar”, explica. A musicoterapia, frisa Reginaldo, é só mais uma alternativa para que crianças e adolescentes autistas e com síndrome de Down possam melhorar a sua condição de vida.
Luta
O jovem Ademar Alves de Moraes Júnior, 23 anos de idade, é aluno de Reginaldo há pouco mais de um ano. A mãe dele, Rosária Lasna do Amaral, enfatiza que com a música o rapaz conseguiu melhorar a sua coordenação motora, aumentou o seu grau de entendimento e compreensão.
Especialista no atendimento de crianças com necessidades especiais, ela diz estar certa que a evolução de Ademar é fruto de uma série de trabalhos, que iniciou desde os seus 4 meses de idade, variando entre os consultórios médicos, até as atividades esportivas. “A musicoterapia veio somar na luta para meu filho alcançar uma vida com mais qualidade”, resume ela.
Ademar toca pandeiro, guitarra e birimbau. Já Ribamar Júnior, filho do idealizador do projeto, adora o som do teclada e costuma acompanhar o pai tocando “Brasilerinho”, de Waldir Azevedo.
Mais uma forma de melhorar a vida psicossocial
A fonoaudióloga Andréa Carla Reis, integrante de um projeto que faz o atendimento de crianças autistas e hiperativas, entende que a musicoterapia para esse público é mais uma forma de melhorar a vida psicossocial das crianças especiais. Na avaliação dela, o método não substitui outras formas de tratamento, mas oferece uma melhoria para essas crianças e adolescentes.
Ela diz acompanhar de perto o trabalho do professor Reginaldo e constatou, através de duas crianças que acompanha no projeto que atua, pontos positivos e que possibilitam a elas maior participação em atividades paralelas, como nas sessões de fonoaudiologia.
Em relação à criança autista, Andréa diz que a música tem permitido mais intenção para comunicarem-se. Já a criança hiperativa passou a ter maior compreensão de ordem ou regras, noções inexistente no mundo de uma criança dessa natureza.
Isso acontece, analisa ela, porque a música permite tranqüilidade e, consequentemente, equilíbrio emocional e maior atenção, porém transcorrendo naturalmente.
No entanto ela alerta, que “dependendo do estilo, a música pode ou não causar efeitos positivos”. Por isso, frisa Andréa, é importante um trabalho desse ser realizado com extremo cuidado junto à crianças especiais. A preferência é que seja praticado por profissionais capacitados.
fonte: http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=63
Quem afirma é o professor de Música e de Educação Física, Reginaldo Cruz, que há oito anos trabalha com o projeto Musicoterapia, envolvendo 23 pessoas entre crianças e adolescentes portadores da síndrome de Down e do Autismo. Em Belém, é a primeira vez que um trabalho desse tipo acontece envolvendo esse público.
Conciliada à outras atividades que estimulam o desenvolvimento psicossocial, autistas, portadores da síndrome de Down, Asperger (síndrome conciliada ao autismo) e X-Frágil (distúrbio mental genético), ele explica que os portadores dessas doenças começam a ter equilíbrio emocional e desenvolver melhor a sua coordenação motora.
O professor Reginaldo fala com experiência, considerando a evolução de seu filho mais novo, Reginaldo Júnior, de 11 anos, que é autista. “Mas o benefício principal é a melhoria do convívio social dos meus alunos”, diz ele orgulhoso.
A criação do projeto, comenta ele, aconteceu partindo da necessidade de querer entender o mundo do seu filho. “O Júnior nasceu com um tipo de Autismo considerado grave, que em alguns momento passa a ser violento. Mas com a musicoterapia hoje ele tem equilíbrio emocional e consegue estar em grupo tranqüilamente”, revela.
É preciso identificar estilos que agradam alunos
O projeto funciona com aulas de música em grupo ou individual, mas até iniciar o curso é necessário passar por algumas etapas: levantamento histórico familiar da criança ou do adolescente; avaliação musical, procurando identificar estilos musicais que mais agradam o aluno; e Identificação Sonora (ISO), para descobrir qual o som de instrumento que agrada mais o aluno especial.
Reginaldo explica que num primeiro momento as aulas de música acontecem individualmente e, conforme o desempenho dos alunos, o trabalho é feito em grupo. A idéia, adianta ele, é criar um grupo musical com os alunos do curso.
Como são crianças e adolescentes que necessitam de atenção especial, o professor de música ressalta que é fundamental a participação da família dos alunos. Não só para servir de incentivo, mas também porque é a mãe ou o pai que determinam o horário das aulas, conciliando a outras atividades que os meninos ou meninas devem fazer.
“É muito importante a criança ou o adolescente com necessidade especial fazerem outras atividades, para estimular o convívio social, sejam acompanhamentos de fonoaudiólogo e psicólogo, sejam atividades esportivas e escolar”, explica. A musicoterapia, frisa Reginaldo, é só mais uma alternativa para que crianças e adolescentes autistas e com síndrome de Down possam melhorar a sua condição de vida.
Luta
O jovem Ademar Alves de Moraes Júnior, 23 anos de idade, é aluno de Reginaldo há pouco mais de um ano. A mãe dele, Rosária Lasna do Amaral, enfatiza que com a música o rapaz conseguiu melhorar a sua coordenação motora, aumentou o seu grau de entendimento e compreensão.
Especialista no atendimento de crianças com necessidades especiais, ela diz estar certa que a evolução de Ademar é fruto de uma série de trabalhos, que iniciou desde os seus 4 meses de idade, variando entre os consultórios médicos, até as atividades esportivas. “A musicoterapia veio somar na luta para meu filho alcançar uma vida com mais qualidade”, resume ela.
Ademar toca pandeiro, guitarra e birimbau. Já Ribamar Júnior, filho do idealizador do projeto, adora o som do teclada e costuma acompanhar o pai tocando “Brasilerinho”, de Waldir Azevedo.
Mais uma forma de melhorar a vida psicossocial
A fonoaudióloga Andréa Carla Reis, integrante de um projeto que faz o atendimento de crianças autistas e hiperativas, entende que a musicoterapia para esse público é mais uma forma de melhorar a vida psicossocial das crianças especiais. Na avaliação dela, o método não substitui outras formas de tratamento, mas oferece uma melhoria para essas crianças e adolescentes.
Ela diz acompanhar de perto o trabalho do professor Reginaldo e constatou, através de duas crianças que acompanha no projeto que atua, pontos positivos e que possibilitam a elas maior participação em atividades paralelas, como nas sessões de fonoaudiologia.
Em relação à criança autista, Andréa diz que a música tem permitido mais intenção para comunicarem-se. Já a criança hiperativa passou a ter maior compreensão de ordem ou regras, noções inexistente no mundo de uma criança dessa natureza.
Isso acontece, analisa ela, porque a música permite tranqüilidade e, consequentemente, equilíbrio emocional e maior atenção, porém transcorrendo naturalmente.
No entanto ela alerta, que “dependendo do estilo, a música pode ou não causar efeitos positivos”. Por isso, frisa Andréa, é importante um trabalho desse ser realizado com extremo cuidado junto à crianças especiais. A preferência é que seja praticado por profissionais capacitados.
fonte: http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=63
terça-feira, 29 de setembro de 2009
III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APAE Biguaçu
Caros,
Estão abertas as inscrições para o
III Seminário de Educação Inclusiva
"Uma Escola para Todos"
Organizado pela APAE de Biguaçu
Acontecerá nos dias 29 e 30 de outubro de 2009
Local: Auditório da UNIVALI de Biguaçu - Campus A
Valor: R$80,00 para profissionais
Estudantes e Grupos: R$50,00
As inscrições poderão ser realizadas via e-mail e serão confirmadas após depósito:
Dados Bancários:
Caixa Econômica Ferderal
Ag: 1874
CC: 00000342-5
Op: 003
Segue em anexo o folder do evento
Atenção vagas limitadas!
Zoraia J. Rabelo
Coordenadora Técnica - APAE Biguaçu
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
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