É preciso conhecer

É preciso conhecer

sábado, 1 de junho de 2013

Novela 'Amor à Vida' chama atenção para o autismo e para histórias de perseverança

Mães de crianças com autismo falam das dificuldades e conquistas diárias


Novela 'Amor à Vida' chama atenção para o autismo e para histórias de perseverança 1/Agencia RBS
Muryllo recebe o auxílio exclusivo da educadora Sandra, que atua como segunda professora Foto: 1 / Agencia RBS
Caroline Stinghen
A personagem Linda, da novela "Amor à Vida", da Rede Globo, interpretada pela atriz catarinense Bruna Linzmeyer, chama a atenção para o drama vivido pelos autistas. "A Notícia" conversou com três mães de crianças com autismo para mostrar as dificuldades e as conquistas.

Dificuldades começam no diagnóstico

Foi difícil entender por que Muryllo, quando ainda tinha dois anos, não conseguia falar as primeiras palavras comuns para crianças da idade dele. A mãe Amanda Zimmerhansl Leite, de 28 anos, estranhou a dificuldade do caçula em interagir com outras crianças.

— Ele entrava no armário e ficava lá —, lembra Amanda.

Com a ajuda de um neurologista e de psicólogos, ela conheceu o autismo - transtorno global de desenvolvimento. Depois do choque momentâneo, a família aprendeu a conviver com a condição de Muryllo e a ser tão feliz quanto qualquer outra. Eles estão acostumados com as pequenas diferenças e sabem aceitar as limitações de cada pessoa.

Após o momento da descoberta do diagnóstico, algumas mudanças tiveram de ser feitas na casa da família Leite. Amanda não pode mais voltar a trabalhar. A dedicação a Muryllo, hoje com seis anos, precisava ser total. A irmã Julya, de oito anos, aceitou bem.

— Com cinco anos, ela me disse que entendia a situação. E que iria cuidar dele por toda a vida. Imagine uma menina de cinco anos falar isso. Foi a coisa mais linda que aconteceu —, conta a mãe.

O apoio da irmã ultrapassou as paredes da casa e continuou no colégio. Os dois frequentam a Escola Estadual Jandira D'Ávila, no bairro Aventureiro. Ele entrou no primeiro ano do ensino fundamental _ assim como todas as demais crianças de sua idade _ e ela está no segundo. Quando o menino anda com Julya no recreio, ele é frequentemente abordado pelas demais crianças. Eles querem segurar a mão, interagir com o colega e ajudar de alguma forma.

— As meninas costumam beijar ele no rosto. Não gosto muito disso —, diz Julya, enciumada.

O afeto dentro da família é tão evidente que é até retratado em uma camisa que Julya fez questão de usar durante a reportagem: "Eu tenho um irmão autista", acompanhada de uma foto da dupla.

O carinho da família é bastante diferente do que é retratado todos os dias na novela das nove da Rede Globo, "Amor à Vida".

A atriz catarinense Bruna Linzmeyer, que nasceu em Corupá, interpreta a autista Linda. Na telinha, apesar da preocupação dos pais e do irmão mais velho, a irmã Leila ainda encontra dificuldades para entender o que se passa com Linda.

A importância das descobertas

No começo, também passamos por isso, não conseguíamos entender por que ele não obedecia, por que ele se isolava, por que as coisas tinham que ser do jeito dele. Hoje, nós sabemos que ele também precisa de limites e que precisa seguir uma rotina à risca —, explica Amanda, que tem acompanhado a novela.

Para a atriz, a preparação para viver uma jovem com autismo na ficção foi uma das coisas "mais ricas e emocionantes" que ela já viveu. Foram nove meses de estudos sobre o tema.

— Isso me acrescentou tanto que eu nem sei descrever. Eu fico até emocionada quando penso em tudo que aprendi. Esse é um universo muito rico, que me fez olhar tudo com outros olhos. Percebi que todos nós temos diferenças e semelhanças, medos e limitações, deficiências físicas e intelectuais. Não tenho dúvida de que não sou mais a mesma pessoa —, disse a atriz ao jornal carioca "Extra".

Érica adora ler


Foi no modo de brincar que a professora de inglês Jaqueline Lopes, 30 anos, notou que a filha Érica Lopes dos Santos, hoje com seis anos, estava com algum problema. A garota se isolava demais. Procurou a ajuda de pediatras, que confirmavam que não havia nada de estranho nisso. Mas a mãe estava desconfiada. Foi com a ajuda do médico pediatra Edmundo Weber Filho que ela encontrou o significado: o autismo.

Érica tem síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo. Mesmo assim, Jaqueline largou o trabalho para cuidar integralmente da pequena.

— Ela frequenta a Escola Elias Moreira, no 1º ano do ensino fundamental, e tem notas ótimas. O apoio que ela recebe dos profissionais da escola nos ajuda muito —, destaca a mãe.

Assim que Érica tiver mais autonomia, Jaqueline pretende voltar a trabalhar.
Em casa, uma das atividades preferidas da menina é ler. O que faz muito bem. A concentração dela é tanta, que chega a encantar quem a ouve lendo as historinhas, inclusive, com entonação. Outra paixão são os cachorrinhos da coleção Chi-chi.

— Se perguntar o número de cada cão do catálogo, ela vai saber dizer qual a raça —, conta uma orgulhosa Jaqueline.

O que é autismo?
A primeira coisa que precisa ficar claro é que o autismo não pode ser considerado uma doença. É um transtorno global do desenvolvimento.

— Podemos chamar de síndrome, porque o autista tem um conjunto de sintomas. E cada pessoa pode ter um conjunto diferente —, explicou a psicóloga e especialista em autismo Ana Carolina Wolff Motta, que atua na Associação dos Amigos do Autista (AMA) de Joinville.

Os graus do autismo podem ser divididos em leves, médios e graves _ quando a dificuldade de interação é grande, o comportamento é bastante agressivo e há retardo mental.

As características principais e a mais visível é a dificuldade de interagir socialmente. Está é a primeira coisa que os pais percebem, quando os filhos ainda são bebês. Muitos ainda têm problemas na visão, na audição e, principalmente, na fala. O comportamento também pode ser restritivo e repetitivo. Muitas crianças costumam repetir os que os pais e professores falam.

— Esta é a grande batalha. Fazer com que a criança não só repita o que falamos. Mas que ela consiga se comunicar, que consiga se expressar —, explica.

É importante destacar ainda que nem todos os autistas têm deficiência intelectual. Segundo estudos, cerca de 60% a 70% deles possuem.

— Muitos têm um grau mais leve de autismo. Na síndrome de Asperger, por exemplo, a principal característica é o isolamento e até a irritação em alguns casos. Mas eles não possuem dificuldade na fala e no aprendizado —, afirma Ana Wolff.

O tratamento do autismo pode ser realizado com medicamentos, em casos mais graves, mas principalmente com o apoio de profissionais como psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e neurologistas e, claro, dos pais. O acompanhamento deve ser diário.

As conquistas ocorrem todos os dias

Na AMA, por exemplo, as salas de aula contam com no máximo quatro alunos. Duas professoras os ajudam a entender jogos didáticos _ com formas geométricas, os ensinam a ir ao banheiro, a brincar, a conhecer letras, animais e cores. O trabalho é de formiguinha, mas o resultado é gigantesco.

Atualmente, 85 crianças e adultos são atendidos pela AMA, que completou neste ano 25 anos de atividades. A entidade é mantida com doações e parcerias. Para ajudar, as doações em dinheiro podem ser feitas na conta de número 06759-8, agência 0828-1 do Banco do Brasil.

Direito de ir à escola

Desde dezembro de 2012, a publicação da lei chamada de Berenice Piana trouxe novos direitos aos autistas brasileiros. Depois de anos de luta, a carioca Berenice, mãe de um jovem com autismo, conseguiu convencer deputados, senadores e a presidente Dilma Rousseff de que autismo é um tipo de deficiência. Junto disto, todos os direitos que os deficientes físicos e intelectuais conquistaram ao longo dos anos foram concedidos aos autistas.

— Antes da lei, o autista era invisível. Se uma escola não quisesse matricular uma criança, ela poderia simplesmente negar. Hoje não é mais assim —, explica a própria Berenice Piana.

Mesmo com a lei, em vigor há seis meses, pais joinvilenses encontraram dificuldades em matricular autistas na rede pública. A dona de casa Sandra Mara Gretter, 37 anos, por exemplo, não encontrou vaga nos centros de educação infantil. O filho, Vítor Pinter, de quatro anos, tem autismo e ainda não consegue falar. Ele precisava do apoio da chamada segunda professora ou da educadora, que atuam em escolas para garantir a educação inclusiva.

Batalha para que lei seja cumprida


Na luta desde o ano passado, foi somente em maio, há cerca de três semanas, que Sandra conseguiu uma vaga em um CEI perto da casa dela.

— Primeiro, encontraram um lugar em um CEI do São Marcos, sendo que moro no bairro Floresta. Pressionei mais um pouco para conseguir uma vaga perto de onde moro —, conta a mãe.

Vítor está na escola com crianças da idade dele, com uma auxiliar, que poderá garantir a melhoria e o avanço na interação com as demais pessoas.

— Notei a diferença nestes poucos dias que ele está no CEI —, ressalta Sandra, sobre a importância da inclusão nas escolas regulares.

No caso de Muryllo Leite, a vaga em uma escola foi mais fácil de ser encontrada. A Escola Jandira D'Ávila conta com 17 alunos com algum tipo de deficiência ou transtorno. O filho de Amanda Leite ainda é o único autista e conta com o apoio da segunda professora, Sandra Esther Soares, que cuida exclusivamente dele.

— As demais crianças sabem que Muryllo é diferente. Que muitas vezes as atividades precisam ser outras, que temos um horário para fazer trabalhos embaixo de uma árvore que existe no pátio, enquanto eles ficam na sala, por exemplo. E eles entendem muito bem. Todos querem ajudar —, salienta a professora.

Salas multifuncionais

A supervisora do Núcleo de Educação Especial da Prefeitura de Joinville, Caren Fettback, diz que na rede municipal os auxiliares de educadores atuam nas salas de recursos multifuncionais, no contraturno do ensino regular e nas salas de aula. A cidade tem atualmente 42 salas multifuncionais. O objetivo é chegar a 58 até o fim do ano que vem.

Para conseguir uma vaga em escolas e CEIs, o processo é igual para todos.

— Muitas vezes, os pais reclamam que não encontram vagas, mas temos uma demanda muito grande. Eles entram na fila com os demais interessados e, às vezes, não conseguem uma vaga perto de casa —, observa a supervisora.

Atualmente, 844 crianças e adolescentes que possuem algum tipo de deficiência estudam nas escolas municipais de Joinville. A Prefeitura também tem uma parceria com a Associação dos Amigos dos Autistas (AMA). Ela lembra que a cidade foi eleita ainda neste ano como a mais inclusiva do Brasil.

Luta pelos autistas

Berenice Piana, carioca, mãe de autista e uma das idealizadoras da lei que leva o seu nome e que garante direitos às pessoas com autismo

Hoje, meu filho tem 19 anos. Quando ele era criança, pouco se falava em autismo, muito menos sobre o tratamento. Dayan não se enturmava, ele deixou até de usar roupas. A maior luta da minha vida foi encontrar profissionais que diagnosticassem meu filho com autismo. Eu mesma tive que diagnosticá-lo. A confirmação só veio quando ele tinha seis anos, depois de insistir muito. Com o passar dos anos, a situação não havia mudado. Não existia nada para proteger os autistas. Resolvi então me mexer. Resolvi ir a Brasília. Bati na porta de muitos gabinetes e ouvi muito "não". Até que o senador Paulo Paim (RS) me ajudou. Ele ficou impressionado com a minha luta. Conseguimos realizar uma audiência pública sobre o assunto. Para a nossa surpresa, vieram profissionais de todas as partes do País.

Foi em 2009 que a nossa luta realmente começou. Foram três anos até a sanção da lei. Várias vezes tive que brigar para o projeto não ser arquivado. Em dezembro de 2012, tivemos uma vitória maravilhosa, quando a lei foi assinada pela presidente Dilma Rousseff.

Muitos relutaram pelo fato de chamar o autista de deficiente. Mas a própria Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu isso em 2008. Também não tivemos outra opção para garantir os direitos. Vimos muitos pais chorando porque seus filhos não conseguiam ir para escola, não conseguiam um trabalho. Agora, temos uma nova luta. Tirar a lei do papel e exigir o cumprimento dela. Os pais que não conseguirem matricular seus filhos em escolas precisam fazer a denúncia ao Ministério Público. O preconceito também precisa ser denunciado. Só assim vamos garantir o direito aos autistas.
Confira uma galeria de fotos:

http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2013/05/novela-amor-a-vida-chama-atencao-para-o-autismo-e-para-historias-de-perseveranca-4156529.html

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"Autismo é parte de mim, mas não me define", diz a cientista Temple Grandin

"Autismo é parte de mim, mas não me define", diz a cientista Temple Grandin

RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO
O melhor tratamento para as crianças autistas é descobrir seus pontos fortes e desenvolver essas habilidades, de modo que elas possam vir a ter uma vida independente e garantir o próprio sustento.
Essa é a mensagem de Temple Grandin, 65, uma das mais reconhecidas autoridades em autismo no mundo, que acaba de lançar nos EUA o livro "The Autistic Brain: Thinking Across The Spectrum" (O cérebro autista: pensando através do espectro).
No livro, ela mostra evidências de que o cérebro dos autistas é fisicamente diferente e diz que isso deve ser levado em consideração na identificação e no tratamento de pessoas com o distúrbio.
Também discute as definições de autismo na nova edição da chamada "bíblia" da psiquiatria, o DSM (Manual de Estatísticas de Diagnósticos), cuja versão mais recente foi lançada nos EUA.
A nova edição elimina as diversas classificações de autismo e as junta numa categoria só com diferentes graus de severidade.
Mas, principalmente, Grandin procura mostrar como pensam os autistas e como eles podem ser orientados. Ela mesma autista, inventou uma "máquina de abraçar", que a ajudava a controlar a ansiedade provocada por sua condição.
Cientista especializada em comportamento dos animais, sua história virou um filme ("Temple Grandin", de 2010), que ganhou prêmios em penca, inclusive sete Emmy.
"O autismo é parte de quem eu sou", escreve ela. "Mas não vou permitir que ele me defina. Sou uma expert em animais, professora, cientista, consultora."
Foi de seu escritório na Universidade do Estado do Colorado, onde dá aulas e realiza pesquisas, que ela concedeu por telefone esta entrevista à Folha.

The New York Times
Temple Grandin, que tem autismo e pesquisa sobre o comportamento animal
Temple Grandin, que tem autismo e pesquisa sobre o comportamento animal
*
Folha- Qual sua avaliação da nova definição de autismo estabelecida no novo manual de psiquiatria, o DSM-5?
Temple Grandin - Alguns indivíduos não vão mais ser considerados autistas depois das novas definições. Elas terão impacto também sobre o acesso que essas pessoas têm ao seguro de saúde. O diagnóstico é todo baseado em análise do perfil de comportamento da pessoa. Não são levados em consideração os conhecimentos que temos sobre o cérebro dos autistas.
Seu novo livro trata do cérebro dos autistas. Em que ele é diferente?
As ligações são diferentes, meu cérebro é diferente do cérebro de um neurotípico [pessoa sem o transtorno]. Não é culpa da mãe ou da educação, autistas nascem com diferenças físicas.
Como deve ser o tratamento das crianças com autismo na escola?
A educação deve levar em consideração as habilidades da criança, investindo nelas. Se a criança tem habilidade para as artes, vamos investir nisso. É preciso trabalhar com a criança para enfrentar suas dificuldades. Se ela tem problemas para se relacionar, é preciso ensinar aos poucos as habilidades sociais, ensiná-la a cumprimentar, a dar a mão. Se não consegue falar, é preciso atacar esse problema, uma palavra de cada vez, ou usar música.
Como os país podem saber se seu filho é autista?
Não é preciso fazer ressonância magnética do cérebro para identificar autistas ou crianças com problemas de desenvolvimento. Se uma criança chega aos três anos e ainda não consegue falar, existe algum problema.
Como a família pode ajudar a criança?
A melhor forma é ficar muito tempo com a criança, horas a fio, conversando com ela, tentando ensinar uma palavra, um gesto de cada vez. Avós são muitos boas para isso; em geral, têm tempo para se dedicar aos netos e habilidades pedagógicas.
Na escola, devem ser colocadas em classes especiais?
As crianças com autismo podem frequentar escolas comuns, mas os professores precisam saber que elas têm necessidades e habilidades especiais. Uma criança autista pode ser muito fraca na escrita, mas ótima com os números. Então, ela deve receber atendimento extra para aprender a escrever ou ler e ser incentivada a progredir naquilo em que for boa --no exemplo, pode passar adiante da classe em matemática.
O que precisa mudar no atendimento à criança autista?
Os educadores devem focar nas habilidades das crianças autistas, não só nas suas deficiências, para que elas tenham melhores condições de se integrar à sociedade. As crianças autistas devem ser incentivadas a se especializar em alguma atividade.
Quando eu estive na escola, sofri muito com as críticas e as gozações dos outros. Eu me refugiei no desenho, no trabalho com os animais. A atividade especializada é muito boa para os autistas: música, artes, robótica, seja o que for.
O que fazer para que os autistas possam ter uma vida independente?
É preciso entender que os autistas pensam diferente. Alguns pensam em padrões, outros por imagens. É preciso aproveitar isso para ajudá-los, para que possam contribuir com a sociedade. Mas é preciso ajudá-los.
Eu sugiro que, a partir dos 12 anos, as crianças recebam orientações e treinamento em áreas que possam lhes ser úteis para que venham a ter um emprego, seja atendendo em uma loja, seja trabalhando com animais ou qualquer outra coisa.
THE AUTISTIC BRAIN: THINKING ACROSS THE SPECTRUM
AUTORES Temple Grandin e Richard Panek
EDITORA Houghton Mifflin Harcourt
PREÇO US$ 9,17 em e-book na Amazon.com (256 págs.)

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/05/1284675-autismo-e-parte-de-mim-mas-nao-me-define-diz-a-cientista-temple-grandin.shtml

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pai capta universo particular do filho autista em projeto fotográfico sensível



Começou assim mesmo, por frustração. O fotógrafo Timothy Archibald não via fim ao desespero por seu filho, Eli, ser autista, até que encontrou uma forma de sentir “que estava fazendo alguma coisa” por ele – uma série fotográfica íntima e genuína, captando a sua essência.
Intitulada de Echolilia: Sometimes I Wonder, a série foi a forma encontrada por Archibald pra retratar Eli exatamente como ele é, ao contrário do que fazem muitos pais, clicando os filhos sempre sorridentes ou em situações graciosas. Segundo o fotógrafo, nenhuma das imagens foi planejada e todas foram captadas no momento, visto que Eli rapidamente se cansa do que está fazendo, procurando outra ocupação em minutos.
Hoje o pai não se preocupa tanto com o diagnóstico ou com o peso da palavra autismo. Ele está somente focado no que realmente importa: a relação entre os dois.
TimothyArchibald_Eli2



 Ver mais em:

http://www.hypeness.com.br/2013/05/pai-capta-universo-particular-do-filho-autista-em-uma-serie-de-fotos-cheia-de-sensibilidade/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

El país: Síndrome de Asperger

Daniel tiene rasgos de asperger. Fue diagnosticado con siete años.
Perdimos varios años porque los docentes no están preparados para detectar este síndrome y porque hay que insistir mucho para que lo evalúe un psiquiatra infantil y un equipo de atención temprana. No hay suficientes medios.
Este trimestre ha obtenido las mejores clasificaciones de su aula. Sin embargo, tiene un problema con la habilidad social y sabemos que esto lo puede llevar a la depresión o la ansiedad.
Las asociaciones no son gratuitas. No se realizan políticas adecuadas para personas de este tipo. Es ahora cuando necesitan aprender estrategias de conducta y así enfrentarse al mundo. Esto lo tenemos que lidiar los padres junto con el equipo docente, al que estamos inmensamente agradecidos.
Estos niños sufren acoso escolar en el patio del colegio y los centros no tienen una especial vigilancia. No es nada romántico convivir con un asperger, requiere paciencia y dedicación, aunque ya les digo yo que no cambiaría a mi hijo por nada de este mundo.— Luis Miguel Cano López
 http://elpais.com/elpais/2013/04/13/opinion/1365871756_031485.html?goback=.gde_1775601_member_232119289

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pais de crianças com autismo usam aplicativos em tablets para estimular a comunicação

ELIANE TRINDADE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O tablet é uma espécie de melhor amigo e babá de Pedro, 9. O iPad se converteu também em uma janela de comunicação entre ele e o irmão caçula, Luiz, 7.
Os dois têm autismo, transtorno de desenvolvimento que se manifesta pela dificuldade de comunicação e de interação social.
Logo ao acordar, Pedro aciona um aplicativo, o First Then, indicado por um terapeuta americano, que o ajuda a organizar a rotina.

Karime Xavier/Folhapress
Marie Dorion,39, e os filhos Luis (à esq.), 7, e Pedro, 9, em sua casa em Jundiaí, SP
Marie Dorion,39, e os filhos Luis (à esq.), 7, e Pedro, 9, em sua casa em Jundiaí, SP
As imagens vão se sucedendo a um simples toque: ir ao banheiro, escovar os dentes, tirar o pijama.
"O iPad ajuda o Pedro, que tem um grau mais severo de autismo, a não se perder entre uma atividade e outra. Antes ele colocava a camiseta, mas se distraía", diz a mãe dos garotos, a relações públicas Marie Dorion, 39.
Agora, antes de ir para a escola, Pedro aciona o aplicativo e vai ticando as atividades, como amarrar o tênis. "Não esquece mais a mochila", diz Marie.
A família, que mora em um condomínio em Jundiaí (interior de SP), encontrou no tablet um aliado tanto nas tarefas corriqueiras quanto na hora de brincar. "Eles contam piadas um pro outro e se divertem", conta a mãe.
A jornalista Silvia Ruiz, 42, também aposta no auxílio da tecnologia para facilitar a vida escolar do filho Tom, 3. Com o iTouch, o garoto indica quando quer ir ao banheiro, por exemplo. "Tom voltou a falar graças ao uso do tablet como reforçador da terapia."
Como o filho tinha interesses muito restritos e não ligava para brinquedos, os pais e a terapeuta passaram a usar o tablet para incentivá-lo a fazer as tarefas e a falar. "A gente diz: 'Você vai fazer esse quebra-cabeça e depois pode brincar no iPad'." Tem funcionado.
WORKSHOP
Autor do livro "Autismo, Não Espere, Aja Logo" (Ed. M.Books, 136 págs. R$ 42), Paiva Júnior é outro entusiasta do tablet. Pai de Giovani, 5, ele usa o aplicativo Desenhe e Aprenda a Escrever, que custa US$ 2,99, para ajudar o filho na coordenação motora para a escrita fina.
"É um aplicativo que faz a criança escrever as letras de uma forma lúdica, comandando um bichinho que come bolos", explica.
Outro programa que tem dado resultado é o Toca Store. "É um brinquedo virtual que facilita o ensino de como funciona o uso do dinheiro."

Editoria de Arte/Folhapress
A experiência positiva em casa fez Paiva começar a promover workshops sobre a utilização de iPad por autistas voltados para pais, profissionais e estudantes.
"O iPad não faz mágica nem vai melhorar a criança com autismo sozinho. É preciso sempre dar orientação, estar junto", afirma Paiva.
Segundo ele, o mais importante é migrar para o mundo real. "Se ficarmos somente no iPad, vamos incentivar o isolamento, uma das principais características do autismo que queremos extinguir."
O pai cita o exemplo doméstico. "Giovani começou a gostar de quebra-cabeça no iPad. Quando estava montando bem, comprei vários de verdade e montamos juntos no chão inúmeras vezes."
Especialista no tratamento de crianças com autismo, a psicóloga Taís Boselli diz que o "iPad ajuda na comunicação, apesar do temor de que se transforme em comunicação alternativa e impeça as crianças de falar".
Boselli ressalta a importância de estímulos precoce para melhorar o quadro, em especial os visuais. "Quando lhes damos um recurso visual, eles conseguem se comunicar. Por isso o sucesso do iPad no tratamento."
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1255768-pais-de-criancas-com-autismo-usam-aplicativos-em-tablets-para-estimular-a-comunicacao.shtml

Semana do Autismo 2013 - eventos em Florianópolis




PROGRAMAÇÃO PARA A SEMANA DO AUTISMO 2013

Seg 01/04

Abertura da semana do Autismo.

Tema: Autismo na Atualidade. ( Palestrantes Convidados ).
Local: Sede da AMA – FLORIANÓPOLIS –
Rua Souza Dutra, 837 – Estreito – Florianópolis.
Horário: 20:00 horas

Ter 02/04

Caminhada do dia do AUTISMO.

Local: Largo da Alfândega – Centro de Florianópolis.
Horário: 14:30 horas

Qua 03/04

Palestra com a Psicóloga Priscila G. Prudêncio.

Tema: Comportamento Autista.
Local: Sede da AMA – FLORIANÓPOLIS – Rua Souza Dutra, 837 – Estreito – Florianópolis.
Horário: 20:00 horas

QUI 04/04

Palestra com a Fonoaudióloga Joyce Cordeiro.

Tema: A importância da linguagem.
Local: Sede da AMA – FLORIANÓPOLIS – Rua Souza Dutra, 837 – Estreito – Florianópolis.
Horário: 20:00 horas

Sex 05/04

Encerramento da semana do Autismo.

Com debates e trocas de experiências.
Local: Sede da AMA – FLORIANÓPOLIS – Rua Souza Dutra, 837 – Estreito – Florianópolis.
Horário: 20:00 horas

OBS: Durante a semana do Autismo do dia 01 à 07 de abril de 2013 será mencionado o tema AUTISMO na Assembléia Legislativa pelo Deputado Estadual Marcos Vieira e na Câmara dos Vereadores de Florianópolis será mencionado pelo Vereador Edmilson Pereira.

fonte:  http://www.amaflorianopolis.org.br/site/noticias/item/73-semana-autismo-2013

sábado, 9 de março de 2013

Robô auxilia no tratamento de crianças autistas


André Fogaça Para o TechTudo
Robô Kasper. (Foto: Reprodução/ Daily Mail)Robô Kasper. (Foto: Reprodução/ Daily Mail)
O robô Kasper, desenvolvido para auxiliar no tratamento de crianças com autismo, é uma criação do estudante da Universidade de Hertfordshire Luke Wood, tem o tamanho de uma criança e suas partes robóticas ficam escondidas dentro de seu corpo.
O robô, que é controlado por um cientista, consegue sorrir, franzir as sobrancelhas, dar gargalhadas, piscar os olhos e mover os braços. Há uma série de versões deste pequenino robô, a mais avançada é capaz até de brincar com Nintendo Wii.
Robô Kasper. (Foto: Reprodução/ Daily Mail)Robô Kasper e seu criador, Luke Wood. (Foto: Reprodução/ Daily Mail)
"Crianças com autismo não conseguem interagir perfeitamente com outras pessoas, pois elas não reconhecem expressões faciais. Robôs são muito mais seguros para elas, pois há menos detalhes para interpretação e eles são muito previsíveis", explica Bon Robins, especialista em crianças com autismo da Universidade de Hertfordshire.
O desenvolvimento de Kasper começou em 2005 e seu modelo mais recente teve o rosto coberto por uma camada de silicone, o que permite uma maior segurança e conforto para que as crianças reconheçam ele como um amigo.
Kasper está exposto no Robotville, evento que reúne 20 robôs com atribuições diferentes no Museu de Ciência em Londres, Inglaterra.
Via Daily Mail
 http://www.techtudo.com.br/curiosidades/noticia/2011/12/robo-auxilia-no-tratamento-de-criancas-autistas.html