É preciso conhecer

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sábado, 9 de março de 2013

Robô “Popchilla” pode ajudar crianças autistas


Ensinar crianças com distúrbios do espectro autístico (DEA) a interagir com outras pessoas pode ser um desafio. Geralmente, elas aprendem a fazê-lo com outras pessoas, mas é difícil quantificar esses esforços.
Seema Patel, CEO da Interbots, acredita ter encontrado a solução. É um animal de pelúcia parecido com uma chinchila chamado Popchilla, que se conecta ao Mundo de Popchilla, um aplicativo que roda em dispositivos móveis. O brinquedo se move e exibe expressões faciais, enquanto o aplicativo é um jogo que recompensa as crianças quando respondem corretamente aos sentimentos que o robô exibe.
O Mundo de Popchilla, por exemplo, orienta a criança através do processo de escovar o dentes por meio de uma versão digital do bichinho, acionável pela tela sensível ao toque do dispositivo. A “chinchila digital” também tem expressões que revelam se está triste ou feliz. Patel explicou ao Discovery Notícias que a ideia é fazer com que crianças autistas passem da prática na tela à interação com as pessoas no mundo real.
A princípio, o brinquedo será vendido a pais e terapeutas. Atualmente, roda apenas no iPad e no iPhone, mas Patel afirma que a empresa está trabalhando em versões para Android e PC.
Algumas características da chinchila robótica podem parecer um tanto estranhas – por exemplo, seus olhos brilham no escuro. Vermelho significa raiva, azul, tristeza, e verde, alegria. Apesar de fazer com que o brinquedo pareça “possuído”, ele brilha com um propósito: chamar a atenção da criança para seu rosto, uma dificuldade comum em crianças autistas.
Embora ainda não haja estudos que demonstrem a eficácia do Popchilla, Patel afirmou que a empresa participará de um experimento de seis meses na Universidade Carnegie Mellon. O Popchilla também está sendo usado em um estudo em andamento no Instituto Orelena Hawks Puckett, que explora o uso dos robôs sociáveis para aumentar a capacidade de atenção em crianças com autismo. Os resultados devem sair no próximo ano.
Foto: Copyright © 2012 Interbots, LLC
Por Jesse Emspak
 http://tech.discoverybrasil.uol.com.br/robo-popchilla-pode-ajudar-criancas-autistas/

Projeto Conectoma Humano



Em Julho de 2009, uma série de neurocientistas juntaram-se em dois consórcios para lançar o Projeto Conectoma Humano, inspirados no bem-sucedido Projeto Genoma Humano. Um consórcio envolve a Universidade de Washington em São Luís e a Universidade do Minesota, num projeto por cinco anos com um investimento de 30 milhões de dólares. O outro envolve o Massachusetts General Hospital da Universidade de Harvard e a Universidade da Califórnia em Los Angeles, por três anos com um investimento de 8,5 milhões de dólares.

Conectoma
é uma palavra recentemente inventada a partir da sua semelhança com o Genoma, sendo que no caso do Conectoma trata-se de decifrar a arquitetura da substância branca do cérebro que tem a ver com a conectividade do cérebro. São ao fim ao cabo os circuitos que nos fazem sentir e pensar. Assim, o objetivo do Projeto Conectoma Humano é traçar um atlas das conexões cerebrais.

Efetivamente o avanço tecnológico na área da neurociência não pára, e agora os neurocientistas dispõe de tecnologia que lhes permite mapear as conexões cerebrais com maior precisão. Dispõem agora de uma Ressonância Magnética de Difusão, que é 4 a 8 vezes mais potente que os até aqui sistemas convencionais. Tem a ver não só com a qualidade da resolução espacial tridimensional, como também com a velocidade de captação, uma vez que os circuitos funcionam a velocidades do milésimo de segundo. É um processo que basicamente utiliza a passagem da água marcada com metais pesados através dos axónios. Os cientistas começam por estudar voluntários saudáveis, mapeando a arquitetura anatómico-funcional de certas redes, cuja finalidade última é atacar certas doenças como o autismo, a esquizofrenia, a doença de Alzheimer, e muitas outras.

Um dos grandes entusiastas deste projeto é Sebastian Seung, Americano de origem Coreana, filho de um filósofo, T.K. Seung, e professor de Neurociência Computacional no MIT. É um grande dominador das três áreas do conhecimento que se entrecruzam – neurociência, física e bioinformática. O departamento onde trabalha dá pelo nome de Departamento do Cérebro, Ciência Cognitiva e Física.

O Projeto do Conectoma Humano é um projeto que enfrenta dificuldades mil vezes mais difíceis do que foram as dificuldades do Projeto Genoma Humano. Mas sendo uma quase impossibilidade, mapear toda a conectividade do cérebro, no princípio do Projeto Genoma Humano também havia o mesmo ceticismo, e no entanto, o objetivo foi concretizado. Cada parte é marcada para depois ser visualizada por microscopia eletrónica, cujas imagens em 3D coloridas são construídas por potentes computadores. As cores vêm dos metais pesados. Não é necessário ter todo o conectoma mapeado para começar a beneficiar quem sofra de algumas doenças.
Por isso, os neurocientistas também estão otimistas, embora estimativas atuais apontem para um ou dois séculos, até se chegar ao fim do mapeamento de todos os circuitos cerebrais. Claro que continuarão a persistir certas questões que já se discutem desde Platão, para as quais o conectoma não terá resposta.

Afinal, tal como aconteceu com o Genoma Humano, os mapas arquitetónicos não dizem tudo. E em relação à mente humana a questão ainda é mais difícil: “Como emerge a mente humana?”. A plasticidade do tecido nervoso é muito grande, e a arquitetura é tão individual tal como é única a experiência de vida de cada um. Mesmo dois gémeos homozigóticos terão conectomas diferentes. Aliás, é o que se passa com as impressões digitais. Nem estes gémeos têm impressões digitais iguais. Assim como o genoma é algo mais do que a mera justaposição de genes, também o conectoma é algo mais do que as simples ligações neuronais e toda a sua arquitetura de ligações. É o que alguns cientistas muito bem dizem: “o conjunto é mais do que a soma das partes”. Mas o fundamento do conectoma é precisamente dar o padrão das interações dinâmicas que correspondem à cognição humana.

Mas voltando um pouco ao princípio, o conectoma corresponde mais à substância branca do que à substância cinzenta. Estes termos eram designações clássicas da massa do cérebro, sendo que a mais falada era a massa cinzenta. É conhecida a expressão popular: “este indivíduo tem boa massa cinzenta”, para se referir que ele é inteligente. Todo o sistema nervoso central tem massa cinzenta, que corresponde às camadas onde estão situados os corpos das células nervosas. Mas a substância branca só tem, praticamente, as ramificações dos neurónios - axónios - e que se ligam às dendrites. Os axónios são revestidos por uma membrana chamada mielina. É parecida com a manga de plástico que envolve os fios elétricos. A brancura vem da mielina. A bem dizer, no vivo, sobretudo a cinzenta, tem mais uma cor rosada devido à rede capilar sanguínea que irriga os neurónios. A substância branca é a região das grandes comunicações, em que os axónios conectam as ramificações dendríticas à volta do corpo celular do neurónio. Por estimativa, com os axónios de um homem de 20 anos, se os ligássemos todos em linha daria um fio com cerca de 176.000 km. Aos 80 anos apenas daria para um fio de cerca de 100.000 Km.

Mapear o cérebro todo em 3D pode dar trabalho e levar muitas décadas, mas vai ser possível fazê-lo. Só para se ter uma ideia, os cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, ainda só conseguiram mapear uma rede de 100 neurónios do cérebro de outro animal. Ora, estima-se que o cérebro humano tem cerca de 709 neurónios, e 1014 ligações sinápticas entre axónios e dendrites. Cada neurónio pode estar ligado a cerca de mil outros.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ácido fólico previne autismo


Uso do nutriente pela mulher antes e durante a gravidez reduz risco para o bebê, diz estudo

Rio -  Cada vez mais cientistas têm se dedicado a investigar fatores genéticos e ambientais relacionados a diferentes tipos de autismo. Pesquisa publicada na revista da Associação Médica Americana (JAMA) diz que o consumo diário de ácido fólico (vitamina B9) pela mulher, antes de engravidar e nas primeiras semanas de gestação, reduz em até 40% o risco de a criança apresentar autismo. O ácido fólico é encontrado em forma de suplementos e está presente em alimentos como vísceras de animais, verduras de folha verde, legumes, frutos secos, grãos integrais e levedura de cerveja.
Os autores analisaram dados de 85.176 crianças norueguesas nascidas entre 2002 e 2008, durante três a dez anos, e de suas famílias. Eles já sabiam que o ácido fólico usado no primeiro trimestre de gravidez previne contra anomalias no feto, como defeito na formação do cérebro e da medula, além de má formação da coluna. Mas a nova pesquisa não conseguiu explicar como o nutriente protege a criança contra problemas neurológicos.
“Alguns estudos sugerem que o autismo está relacionado a problemas na fase inicial de desenvolvimento do feto. É provável que o ácido fólico tenha papel protetor contra o autismo”, diz o psiquiatra Caio Abujadi, diretor clínico do Instituto Priorit, para crianças com dificuldades de comportamento, de aprendizagem ou de linguagem, no Rio de Janeiro.
Ainda segundo os autores, “há evidências de que suplementos de ácido estejam associados a um menor risco de problemas de atraso de linguagem em crianças.”
No estudo, os benefícios do ácido fólico, indispensável para a síntese da molécula de DNA, foram observados apenas em mulheres que usaram suplementos no período entre quatro semanas antes de engravidarem e oito semanas após o início da gestação.
Reportagem de Antônio Marinho
 http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/%C3%A1cido-f%C3%B3lico-previne-autismo-1.549225

Brasil cria política de proteção à pessoa autista

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Da Redação
Mais de dois milhões de famílias brasileiras poderão se beneficiar da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Essa nova forma de proteção social está prevista em lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff e em vigor desde o dia 28 de dezembro.
A Lei 12.764/2012 resultou de projeto (PLS 168/2011) de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Esse PLS, que estabelece os direitos fundamentais da pessoa autista e a equipara à pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, cria um cadastro único com a finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o assunto.
A proposta surgiu de sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa), transformada em projeto da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Paim, que é presidente da CDH, leu em Plenário, recentemente, carta que recebeu da líder do movimento em defesa do autista, Berenice Piana. O texto narra todo o processo que culminou na votação da política nacional, desde as primeiras articulações e audiências públicas, passando pela construção do projeto, até a luta pela aprovação.
“Esta é a história de uma lei. O que semeamos deu fruto, para o bem de mais de dois milhões de famílias”, diz Berenice Piana, que dá nome à nova lei, na carta lida pelo parlamentar.
Articulação
A política de proteção deverá articular, conforme o projeto, os organismos e serviços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, com vistas à coordenação de políticas e ações assistenciais.
Entre outras conquistas, é assegurado o acesso a ações e serviços de saúde para as pessoas autistas, incluindo o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia nutricional, os medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.
A nova lei assegura, ainda, o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência e assistência social. Para cumprimento destas diretrizes, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.
Vetos
A presidente Dilma Rousseff vetou dois dispositivos do projeto. O primeiro, conforme o Ministério da Educação, tem o objetivo de eliminar da lei a possibilidade de exclusão do estudante autista da rede regular de ensino, o que violaria a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
O segundo veto atingiu a concessão de horário especial a pais de autistas que sejam servidores públicos. O argumento do Ministério do Planejamento para o veto é de que a alteração afrontaria a competência privativa da presidente da República para a proposição de leis sobre o tema.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
  http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/01/03/brasil-cria-politica-de-protecao-a-pessoa-autista

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Vitamina B6 (e magnésio) no tratamento do autismo


Rimland de Bernard, Ph.D.
Instituto de pesquisa de Autism
4182 Adams Avenue
San Diego, CA 92116
Todos os 18 estudos que eu conheço onde o uso da vitamina B6 foi avaliado para o tratamento de crianças autistias forneceram resultados positivos. Este é um registro no mínimo notável, já que muitas das drogas que foram avaliadas para o tratamento do autismo produziram resultados muito inconsistentes. Se uma droga mostrar resultados positivos em aproximadamente metade dos estudos de avaliação, a droga é considerada um sucesso e o seu uso é sugerido para pacientes autistas. Entretanto, apesar dos resultados notàvelmente consistentes na pesquisa do uso da vitamina B6 no tratamento do autismo, e apesar de ser imensamente mais segura do que qualquer outra das drogas usadas para crianças autistas, há no presente muito poucos médicos que o usam ou que advogam o seu uso no tratamento do autismo.
A pesquisa sobre o uso da vitamina B6 com crianças autistas começou nos anos 1960s. Em 1966 dois neurologists Britânicos, o A.F. Heeley e o G.E. Roberts, relataram que 11 de 19 crianças autistas Excretaram metabolitos anormais quando submetidos ao teste de sobrecarga de triptofano.
Dando a estas crianças uma única dose de 30mg da vitamina B6 normalizou a urina das mesmas; entretanto, nenhum estudo de comportamento foi feito. O investigator alemão, V.E. Bonisch, relatou em 1968 que 12 de 16 crianças autistas mostraram uma melhora considerável de comportamento quando tomaram doses elevadas (100 mg a 600 mg por o dia) da vitamina B6. Três dos pacientes do Bonisch falaram para a primeira vez depois que a vitamina B6 foi administrada neste ensaio clinico aberto.
Após meu livro "Infantile Autism" (Autismo Infantil) foi publicado em 1964, eu comecei a receber centenas das cartas de pais de crianças autistas de todo os Estados Unidos, incluindo alguns que haviam tentado o que na época era a nova "terapia da megavitamina" em suas crianças autistas. A maioria tinham começado a experimentar com as várias vitaminas em suas crianças autistas em conseqüência dos livros publicados por escritores populares na área de nutrição. Eu inicialmente era completamente cético sobre a melhoria notável que estava sendo relatada por alguns destes pais, mas conforme a evidência foi acumulando-se, meu interesse foi despertado. Um questionário emitido aos 1.000 pais que tinha na minha lista na época revelou que 57 tinham experimentado com doses grandes das vitaminas. Muitos tinham visto resultados positivos em suas crianças. Em conseqüência, eu empreendi um estudo em grande escala, com mais de 200 crianças autistas, usando megadose da vitamina B6, do Niacinamida, do Ácido Pantotenico , e da vitamina C, junto com uma capsula de uma multi-vitaminas projetada especialmente para o estudo. As crianças estavam vivendo com seus pais e viviam em diferentes partes dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá, e cada um foi supervisionado pelo médico da família. (Mais de 600 pais se ofereceram para o estudo, porém a maioria deles não puderam obter a supervisão necessária devido ao ceticismo dos seus médicos.)
No fim do quarto mês do estudo estava claro que a vitamina B6 era a mais importante das quatro vitaminas que nós tínhamos investigado, e que em alguns casos trouxe a melhora notável. Entre 30% e 40% das crianças mostraram melhora significativa quando a vitamina B6 lhes foi dada. Algumas das crianças mostraram efeitos colaterais pequenos (irritabilidade, sensibilidade à sons e enurese = xixi na cama), mas estes efeitos colaterais acabaram rapidamente quando o magnésio foi adicionado, e o magnésio confirmou benefícios adicionais.
Dois anos mais tarde dois colegas e eu iniciamos um segundo estudo experimental do uso da terapia da megavitamina em crianças autistas, desta vez focando na vitamina B6 e magnésio. Meus co-investigators foram os professores Enoch Callaway da Universidade do Centro Médico da Califórnia em São Francisco e Pierre Dreyfus da Universidade do Centro Médico da Califórnia em Davis. O estudo duplo cego placebo controlado utilizou 16 crianças autistas, e mais uma vez as estatìsticas mostraram resultados significativos. Para a maioria de crianças a dose da vitamina B6 variava entre 300 mg e 500 mg por o dia. Centenas de mg/dia de magnésio e uma capsula de múltiplas vitamnas Bs foram dadas também, para previnir às deficiências induzidas pela B6 destes outros nutrientes. (Em todas as probabilidades, desconfortos como dormencia ou formigamento temporarios resultando das megadoses de B6, relatados pelo Schaumburg e colaboradores, eram o resultado de deficiências induzidas pelo uso da vitamina B6 sozinha em quantidades enormes -- (uma coisa tola de ser fazer - tomar a B6 sozinha em quantidades enormes).
Nos dois estudos as crianças mostraram uma notável quantidade de benefícios com o uso da vitamina B6. Havia um contato ocular melhor, menos comportamentos repetitivos e auto-estimulatório, menos ataques de raiva e mal humor, mais interesse no mundo em torno deles, menos frustrações, mais linguagem, e no general as crianças tornaram-se mais normais, embora não curadas completamente.
Pessoas variam enormemente em sua necessidade da vitamina B6. As crianças que mostraram a melhora sob a vitamina B6 melhoraram porque necessitavam extra vitamina B6. Autismo em muitos casos é uma sindrome da dependência da vitamina B6.
Após ter terminado sua participação em nosso estudo, o professor Callaway visitou a França, onde persuadiu o professor Gilbert LeLord e seus colegas em fazer pesquisa adicional sobre B6/magnésio nas crianças autistas. Os pesquisadores Franceses, embora céticos que uma coisa tão simples como uma vitamina poderia influenciar uma desordem tão profunda quanto o autismo, transformaram-se em crentes depois do primeiro experimento que foi relutantemente empreendido, feita com 44 crianças hospitalizadas. Eles têm publicado desde então seis estudos que avalíam o uso da vitamina B6, com e sem o Magnésio adicional, em crianças e em adultos autistas. Seus estudos tipicamente usaram uma grama por dia da vitamina B6 e meia grama do Magnésio.
LeLord e seus colegas mediram não somente o comportamento das crianças autistas, mas tambem a excreção do ácido homovanilico pelas criancas autistas (HVA) e outros metabolitos na urina. Adicionalmente, fizeram diversos estudos em que os efeitos da vitamina B6 e/ou do magnésio na atividade elétrica do cérebro dos pacientes foram analisados. Todos estes estudos produziram resultados positivos.
LeLord e seus colaboradores, resumiram recentemente seus resultados em 91 pacientes: 14% melhoraram significantemente, 33% melhoraram, 42% não mostraram nenhuma melhora, e 11% pioraram. Anotaram que "em todos nossos estudos, nenhum efeito colateral foi observado…." Também, nenhum efeito colateral físico foi visto.
Diversos estudos recentes por dois grupos de pesquisadores dos ESTADOS UNIDOS, Thomas Gualtieri e outros., na Universidade da Carolina do Norte, e George Ellman e outros., no Hospital Estadual de Sonoma em Califórnia, mostraram também resultados positivos em pacientes autistas.
Nenhum paciente foi curado com o tratamento da vitamina B6 e do magnésio, porém houveram muitos exemplos onde a melhora significante foi obtida. Em um caso específico um paciente autista de 18 anos de idade estava a ponto de ser rejeitado do terceiro hospital mental em sua cidade. Mesmo com as quantidades maciças de drogas não tiveram nenhum efeito nele, e foi considerado demasiado violento para ser mantido no hospital. O psiquiatra tentou B6/magnésio como um último recurso. O jovem se acalmou muito rapidamente. O psiquiatra relatatou em uma reunião que tinha visitado a família e tinha encontrado recentemente o jovem e ele estava uma nova pessoa, agradável e fácil de lidar que cantou e tocou sua guitarra para ela.
Um outro exemplo: uma mãe desesperada me ligou para pedir informação sobre orgãos protetores em sua cidade, porque seu filho autista de 25 anos de idade estava a ponto de ser expulso devido ao seu comportamento não conrolável. Eu não conhecia nenhuma outra opção para o rapaz, mas sugeri que a mãe tentasse o Super Nu-Thera, um suplemento que contêm B6, magnésio e outros nutrientes. Dentro de algumas semanas esta mãe me ligou outra vez para dizer com enorme felicidade que seu filho estava muito bem agora e seu pagamento no trabalho se sido aumentado dramáticamente do pagamento mínimo de $1.50 por semana para $25 por semana.
Vendo os consistentes resultados, a segurança e a eficácia dos nutrientes B6 e magnésio em tratar indivíduos autistas, e contando com os inevitável efeitos colaterais curtos e/ou a longo prazo do uso de drogas, me parece certamente que esta abordagem segura e racional deve ser tentada antes que as drogas estejam empregadas.

Revisão Internacional na Pesquisa sobre Autismo, 1987, Vol. 1, No. 4, página 3

Ver mais em:  http://legacy.autism.com/translations/pt/pt_vitaminab6.htm

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estado deve fornecer medicamento para autismo

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou sentença que determina que o Estado disponibilize o medicamento Risperidona para uma criança da comarca de Pitangui. A mãe da paciente ajuizou ação para solicitar o fornecimento gratuito do remédio, indicado para o tratamento da síndrome de Rett, conhecida como autismo.
A relatora do processo, desembargadora Albergaria Costa, afirmou que o medicamento deve ser disponibilizado, já que ele se encontra padronizado no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a relatora, o fato de o remédio ser indicado para tratar outras doenças não justifica que o poder público se negue a fornecê-lo. A desembargadora afirmou também que a ação não deixa dúvida acerca da necessidade do medicamento, que foi inclusive solicitado por médico do próprio SUS.
Segundo Albergaria Costa, o remédio será fornecido durante o tratamento e mediante apresentação de receituário médico atualizado. Os desembargadores Elias Camilo Sobrinho e Judimar Biber acompanharam o voto da relatora.
Em primeira instância, foi determinado que o Estado providenciasse, no prazo de 15 dias, o fornecimento mensal do medicamento, na quantidade de duas caixas por mês, durante o tratamento, sob pena de multa diária de R$ 500.
O Estado de Minas Gerais sustentou, no recurso ao TJ-MG, que o remédio, apesar de integrar as listagens do SUS, é indicado para o tratamento de outros casos. Alegou ainda que, para o autismo, há alternativas terapêuticas indicadas pelo SUS. Devido a essas razões, o Estado pediu a redução da multa imposta e a reforma da sentença, mas não obteve sucesso. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.
Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2013
http://www.conjur.com.br/2013-jan-07/justica-mg-determina-concessao-medicamento-crianca-autista

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pelo olhar de uma garota autista

 

Como seria estar por trás dos olhos de um autista?

Reportagem de autoria de em 30 de dez de 2012. 
 
"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma. Leia o artigo aqui: http://ow.ly/guFSZ
Veja a reportagem na íntegra: http://lounge.obviousmag.org/ponto_cego/2012/12/como-seria-estar-por-tras-dos-olhos-de-um-autista.html