Os sons do teclado, piano, cavaquinho, bateria e violão estão permitindo que crianças e adolescentes que precisam de atenção especial consigam melhorar a sua interação social, a comunicação e utilizar a imaginação.
Quem afirma é o professor de Música e de Educação Física, Reginaldo Cruz, que há oito anos trabalha com o projeto Musicoterapia, envolvendo 23 pessoas entre crianças e adolescentes portadores da síndrome de Down e do Autismo. Em Belém, é a primeira vez que um trabalho desse tipo acontece envolvendo esse público.
Conciliada à outras atividades que estimulam o desenvolvimento psicossocial, autistas, portadores da síndrome de Down, Asperger (síndrome conciliada ao autismo) e X-Frágil (distúrbio mental genético), ele explica que os portadores dessas doenças começam a ter equilíbrio emocional e desenvolver melhor a sua coordenação motora.
O professor Reginaldo fala com experiência, considerando a evolução de seu filho mais novo, Reginaldo Júnior, de 11 anos, que é autista. “Mas o benefício principal é a melhoria do convívio social dos meus alunos”, diz ele orgulhoso.
A criação do projeto, comenta ele, aconteceu partindo da necessidade de querer entender o mundo do seu filho. “O Júnior nasceu com um tipo de Autismo considerado grave, que em alguns momento passa a ser violento. Mas com a musicoterapia hoje ele tem equilíbrio emocional e consegue estar em grupo tranqüilamente”, revela.
É preciso identificar estilos que agradam alunos
O projeto funciona com aulas de música em grupo ou individual, mas até iniciar o curso é necessário passar por algumas etapas: levantamento histórico familiar da criança ou do adolescente; avaliação musical, procurando identificar estilos musicais que mais agradam o aluno; e Identificação Sonora (ISO), para descobrir qual o som de instrumento que agrada mais o aluno especial.
Reginaldo explica que num primeiro momento as aulas de música acontecem individualmente e, conforme o desempenho dos alunos, o trabalho é feito em grupo. A idéia, adianta ele, é criar um grupo musical com os alunos do curso.
Como são crianças e adolescentes que necessitam de atenção especial, o professor de música ressalta que é fundamental a participação da família dos alunos. Não só para servir de incentivo, mas também porque é a mãe ou o pai que determinam o horário das aulas, conciliando a outras atividades que os meninos ou meninas devem fazer.
“É muito importante a criança ou o adolescente com necessidade especial fazerem outras atividades, para estimular o convívio social, sejam acompanhamentos de fonoaudiólogo e psicólogo, sejam atividades esportivas e escolar”, explica. A musicoterapia, frisa Reginaldo, é só mais uma alternativa para que crianças e adolescentes autistas e com síndrome de Down possam melhorar a sua condição de vida.
Luta
O jovem Ademar Alves de Moraes Júnior, 23 anos de idade, é aluno de Reginaldo há pouco mais de um ano. A mãe dele, Rosária Lasna do Amaral, enfatiza que com a música o rapaz conseguiu melhorar a sua coordenação motora, aumentou o seu grau de entendimento e compreensão.
Especialista no atendimento de crianças com necessidades especiais, ela diz estar certa que a evolução de Ademar é fruto de uma série de trabalhos, que iniciou desde os seus 4 meses de idade, variando entre os consultórios médicos, até as atividades esportivas. “A musicoterapia veio somar na luta para meu filho alcançar uma vida com mais qualidade”, resume ela.
Ademar toca pandeiro, guitarra e birimbau. Já Ribamar Júnior, filho do idealizador do projeto, adora o som do teclada e costuma acompanhar o pai tocando “Brasilerinho”, de Waldir Azevedo.
Mais uma forma de melhorar a vida psicossocial
A fonoaudióloga Andréa Carla Reis, integrante de um projeto que faz o atendimento de crianças autistas e hiperativas, entende que a musicoterapia para esse público é mais uma forma de melhorar a vida psicossocial das crianças especiais. Na avaliação dela, o método não substitui outras formas de tratamento, mas oferece uma melhoria para essas crianças e adolescentes.
Ela diz acompanhar de perto o trabalho do professor Reginaldo e constatou, através de duas crianças que acompanha no projeto que atua, pontos positivos e que possibilitam a elas maior participação em atividades paralelas, como nas sessões de fonoaudiologia.
Em relação à criança autista, Andréa diz que a música tem permitido mais intenção para comunicarem-se. Já a criança hiperativa passou a ter maior compreensão de ordem ou regras, noções inexistente no mundo de uma criança dessa natureza.
Isso acontece, analisa ela, porque a música permite tranqüilidade e, consequentemente, equilíbrio emocional e maior atenção, porém transcorrendo naturalmente.
No entanto ela alerta, que “dependendo do estilo, a música pode ou não causar efeitos positivos”. Por isso, frisa Andréa, é importante um trabalho desse ser realizado com extremo cuidado junto à crianças especiais. A preferência é que seja praticado por profissionais capacitados.
fonte: http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=63
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APAE Biguaçu
Caros,
Estão abertas as inscrições para o
III Seminário de Educação Inclusiva
"Uma Escola para Todos"
Organizado pela APAE de Biguaçu
Acontecerá nos dias 29 e 30 de outubro de 2009
Local: Auditório da UNIVALI de Biguaçu - Campus A
Valor: R$80,00 para profissionais
Estudantes e Grupos: R$50,00
As inscrições poderão ser realizadas via e-mail e serão confirmadas após depósito:
Dados Bancários:
Caixa Econômica Ferderal
Ag: 1874
CC: 00000342-5
Op: 003
Segue em anexo o folder do evento
Atenção vagas limitadas!
Zoraia J. Rabelo
Coordenadora Técnica - APAE Biguaçu
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Lançamento do livro: Autismo - o que os pais devem saber?
A obra é um auxílio para aqueles que trabalham direta e indiretamente com pais de crianças autistas, pois, de maneira clara, traz esclarecimentos que cooperam para que a família e a instituição estejam interligadas com um mesmo objetivo: qualidade e superação no atendimento da criança com autismo.
NAS MELHORES LIVRARIAS
AUTISMO
O QUE OS PAIS DEVEM SABER?
LANÇAMENTO DA WAK EDITORA
Autismo_web.jpg
Título: AUTISMO - O QUE OS PAIS DEVEM SABER?
Autora: SÍLVIA ESTER ORRÚ
Formato: 12x18cm - 108 páginas
ISBN/COD. BARRAS: 978-85-7854-060-9
Preço: R$ 17,00
O livro “Autismo – o que os pais devem saber?” traz, de forma resumida, informações sobre a síndrome do autismo com suas principais características, critérios para diagnóstico e algumas orientações sobre o encaminhamento da criança aos profissionais da área.
Aborda as tendências de trabalho educacional realizado com crianças e alunos autistas e toma a Abordagem Histórico-Cultural com as obras de Vigotsky como um referencial na quebra de paradigmas sobre o atendimento terapêutico e educacional da criança e do aluno com autismo.
O livro também apresenta informações e comentários sobre o uso da Comunicação Suplementar Alternativa como uma ferramenta importante e significativa para o trabalho com alunos autistas, em uma perspectiva do desenvolvimento da linguagem e da interação social.
www.wakeditora.com.br
(21) 3208-6113
A dica foi de Zoraia J. Rabelo
Pedagoga/Psicopedagoga Clínica
Cel.048-99311482
e-mail:zoraiarabelo@gmail.com
NAS MELHORES LIVRARIAS
AUTISMO
O QUE OS PAIS DEVEM SABER?
LANÇAMENTO DA WAK EDITORA
Autismo_web.jpg
Título: AUTISMO - O QUE OS PAIS DEVEM SABER?
Autora: SÍLVIA ESTER ORRÚ
Formato: 12x18cm - 108 páginas
ISBN/COD. BARRAS: 978-85-7854-060-9
Preço: R$ 17,00
O livro “Autismo – o que os pais devem saber?” traz, de forma resumida, informações sobre a síndrome do autismo com suas principais características, critérios para diagnóstico e algumas orientações sobre o encaminhamento da criança aos profissionais da área.
Aborda as tendências de trabalho educacional realizado com crianças e alunos autistas e toma a Abordagem Histórico-Cultural com as obras de Vigotsky como um referencial na quebra de paradigmas sobre o atendimento terapêutico e educacional da criança e do aluno com autismo.
O livro também apresenta informações e comentários sobre o uso da Comunicação Suplementar Alternativa como uma ferramenta importante e significativa para o trabalho com alunos autistas, em uma perspectiva do desenvolvimento da linguagem e da interação social.
www.wakeditora.com.br
(21) 3208-6113
A dica foi de Zoraia J. Rabelo
Pedagoga/Psicopedagoga Clínica
Cel.048-99311482
e-mail:zoraiarabelo@gmail.com
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Flagrantes do III ENCONTRO CATARINENSE DE CAPACITAÇÃO EM AUTISMO





A AMA- Florianópolis promoveu com apoio da Fundação Catarinense de Educação Especial, o III Encontro Catarinense de Capacitação em Autismo. O evento ocorreu nos dias 05,06 e 07 de agosto de 2009 no auditório da Fundação Catarinense de Educação Especial em São José- S.C. O tema central foi "o autismo em questão". O evento foi muito bem organizado e foi um sucesso completo! Aconteceram palestras de vários especialistas renomados nacionalmente.
Mais informações sobre os resultados do encontro podem ser conseguidos com os organizadores via os e-mails:
amaflorianopolis@hotmail.com ou nimichelli@hotmail.com
ou telefones: 048-32446009 ou 48-99812829 com Nívea.
Veja alguns flagrantes do encontro.
Fotos: Marcio Vieira de Souza
Veja também uma notícia de avaliação da AMA na matéria abaixo:
@@@@@@@@@@
III Encontro Ama - Fpolis tem avaliação positiva
O III Encontro de Capacitação em Autismo, promovido pela Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Florianópolis (AMA-FPOLIS), teve grande destaque para os profissionais, familiares e demais interessados na área.
O evento foi realizado nos dias 05, 06 e 07 de agosto, no auditório da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE). O conteúdo abrangeu áreas não só do autismo, mas também outras áreas da Educação Especial. Os temas foram variados, como: genética, psicologia, pedagogia, sexualidade passando por medicina, inclusão, psiquiatria, atendimento especializado e outros. “O autismo ainda é um grande mistério em alguns segmentos, e esse encontro nos deu novas idéias para tentar compreendê-lo e buscar novos caminhos”, destacou Luciana Sarkis, Presidente da AMA.
Segundo as avaliações da Associação, o evento superou as expectativas nos temas das palestras. Os participantes, vindos de diversas regiões de Santa Catarina e também do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, deram um ótimo destaque à organização, local e estrutura. “A parceria com a FCEE foi fundamental para que tudo acontecesse na mais perfeita ordem”, afirmaram os diretores da AMA.
Rafael Lopes - Relações Públicas da AMA
http://www.fcee.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=462&Itemid=1
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Dieta não influencia no autismo, constata novo estudo
Muitos pais submetem seus filhos autistas a dietas severas que excluem produtos que contenham glúten ou laticínios, convencidos de que problemas gastrointestinais são uma das causas subjacentes da doença. Mas um novo estudo sugere que o uso de dietas complicadas pode não ter justificativa científica.
Pesquisadores da Mayo Clinic revisaram os registros médicos de mais de 100 crianças autistas que hoje têm mais de 18 anos de idade, e os compararam aos de 200 crianças que não sofrem do distúrbio.
Eles não encontraram diferenças na incidência geral de problemas gastrointestinais entre os dois grupos, ainda que as crianças autistas sofressem com mais frequência de acessos de constipação, e apresentassem maior probabilidade de ser altamente seletivas quanto aos alimentos consumidos e de encontrar dificuldade para ganhar peso.
O estudo, publicado em maio pela revista Pediatrics, foi o primeiro a comparar a incidência de problemas gastrointestinais entre crianças comuns e a população autista, de acordo com o Dr. Samar Ibrahim, o autor do estudo, gastroenterologista pediátrico da Mayo Clinic.
"Não existe na verdade teste algum que tenha comprovado, até o momento, que uma dieta desprovida de glúten e de caseína atenue o autismo¿, disse Ibrahim. ¿Dietas como essas são difíceis de manter e podem ocasionalmente resultar em deficiências nutricionais".
O estudo constatou que a maioria das crianças, autistas ou não, sofrem de surtos ocasionais de problemas gastrointestinais, como constipação, diarreia ou vômito. Seletividade excessiva quanto aos alimentos também é um problema comum.
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
Pesquisadores da Mayo Clinic revisaram os registros médicos de mais de 100 crianças autistas que hoje têm mais de 18 anos de idade, e os compararam aos de 200 crianças que não sofrem do distúrbio.
Eles não encontraram diferenças na incidência geral de problemas gastrointestinais entre os dois grupos, ainda que as crianças autistas sofressem com mais frequência de acessos de constipação, e apresentassem maior probabilidade de ser altamente seletivas quanto aos alimentos consumidos e de encontrar dificuldade para ganhar peso.
O estudo, publicado em maio pela revista Pediatrics, foi o primeiro a comparar a incidência de problemas gastrointestinais entre crianças comuns e a população autista, de acordo com o Dr. Samar Ibrahim, o autor do estudo, gastroenterologista pediátrico da Mayo Clinic.
"Não existe na verdade teste algum que tenha comprovado, até o momento, que uma dieta desprovida de glúten e de caseína atenue o autismo¿, disse Ibrahim. ¿Dietas como essas são difíceis de manter e podem ocasionalmente resultar em deficiências nutricionais".
O estudo constatou que a maioria das crianças, autistas ou não, sofrem de surtos ocasionais de problemas gastrointestinais, como constipação, diarreia ou vômito. Seletividade excessiva quanto aos alimentos também é um problema comum.
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
segunda-feira, 20 de julho de 2009
III ENCONTRO CATARINENSE DE CAPACITAÇÃO EM AUTISMO
A AMA- Florianópolis estará promovendo com apoio da Fundação Catarinense de Educação Especial o III Encontro Catarinense de Capacitação em Autismo. O evento ocorrerá nos dias 05,06 e 07 de agosto de 2009 no auditório da Fundação Catarinense de Educação Especial em São José- S.C. O tema central é: Autismo em questão.
Mais informações e inscrições com a AMA Florianópolis e com a FCEE.
O programa prevê palestras de vários especialistas renomados nacionalmente.
As inscrições e mais informações podem ser conseguidas via os e-mails: amaflorianopolis@hotmail.com ou nimichelli@hotmail.com
ou telefones: 048-32446009 ou 48-99812829 com Nívea.
Mais informações e inscrições com a AMA Florianópolis e com a FCEE.
O programa prevê palestras de vários especialistas renomados nacionalmente.
As inscrições e mais informações podem ser conseguidas via os e-mails: amaflorianopolis@hotmail.com ou nimichelli@hotmail.com
ou telefones: 048-32446009 ou 48-99812829 com Nívea.
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